Toninho Vaz - Wikipédia, a enciclopédia livre
Amigo leitor: por obra e graça do jovem poeta Pablo Treuffar, ganhei um verbete na Wikipedia, que vocês conhecem de outras pesquisas. Nada muito especial (sou um dos últimos), nada muito sofisticado. Que seja, portanto, mais uma ferramenta de trabalho.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Fim de ano - clima de festa
Meu encontro com o conterrâneo Roberto Muggiati aconteceu depois de décadas vivendo na mesma cidade. Foi na festa da agência de Valéria Martins, na Academia da Cachaça, Leblon. Editor da revista Manchete durante a fase áurea, Muggiati freqüenta a minha biblioteca desde o tempo de Rock, o mito e o grito, ensaio dos anos 70, o primeiro olhar atento para a nova manifestação musical. Foto de Luiz Augusto Gollo.domingo, 29 de novembro de 2009
Como leve pousa
Silvia e Loriel, os vencedores. Fotos de Toninho Vaz.
Silvia Maria e Bia Bedran: as atrizes se encontram em Curitiba.Aconteceu bem cedo no restaurante do hotel em Curitiba. Quando entrei no salão, logo depois das 7 horas, havia poucas pessoas nas mesas – um casal logo na entrada e duas mulheres mais ao fundo. Servi-me de suco de laranja, salada de frutas, talheres e fui me sentar na mesa mais distante, à esquerda, quase na porta da cozinha. Ato contínuo, percebo uma moça bonita, longilínea, entrar e se dirigir calmamente ao balcão de frutas e sucos. Meu olhar acompanhou. Estava equipada para o calor que fazia, trajando um vestido branco de rendas, com duas alças finas a segurá-lo em ombros desnudos, elegantes e perfeitos. Os cabelos molhados.
Ela foi cautelosa ao escolher as frutas. Levou para o pequeno prato pedaços de mamão e melancia. Pegou os talheres, girou o corpo pra esquerda e veio caminhando em minha direção. Cada vez mais perto...
Ela foi cautelosa ao escolher as frutas. Levou para o pequeno prato pedaços de mamão e melancia. Pegou os talheres, girou o corpo pra esquerda e veio caminhando em minha direção. Cada vez mais perto...
Para minha surpresa, sentou-se na minha frente ficando de costas para o salão praticamente vazio. Confesso que me agitei, virando o corpo para a direita e cruzando as pernas para o lado, tentando ser o mais natural possível. Tudo acompanhado por um silêncio notável – nem um bom dia foi ouvido. Neste momento um rapaz de aparentes 30 anos aproximou-se e dirigindo-se a moça saudou-a com boas maneiras:
- Bom dia, Silvia.
E virando-se pra mim, de mão estendida e levemente curvado:
- Bom dia, como vai?
E sentou-se ao meu lado direito... Fez alguma consideração sobre o fator climático nas ruas, mas logo silenciou. Tinha nas mãos uma pasta onde se lia UFPR. Foi quando me ocorreu dizer alguma coisa que pudesse me ajudar:
- Até parece que somos do mesmo grupo, não?
Ela explicou que não estavam em grupo. Ela era de Belo Horizonte e estava hospedada no hotel, mas o rapaz morava em Curitiba. Mais uma surpresa. E foi além:
- Nós somos vencedores do concurso nacional Loucos por Diversidade, promovido pelo Ministério da Saúde e pelo MinC.
-??
Diante do meu silêncio, ela continuou:
- Somos portadores de sofrimento mental.
- ??
Silvia Maria, este era o nome dela, explicou que ambos haviam vencido o concurso nacional em suas respectivas áreas: ela no teatro (como atriz) pela peça Caixa Preta e Loriel (este o nome do rapaz) na categoria Literatura com dois livros de poesia: A Arte da Urgência e O Sentido [In]sano. Depois de descobrir que a beleza da moça nascia da sua serenidade interna (!) tive que me conformar com a calma dela ao me advertir:
- Você pode ficar chocado, mas meu diagnóstico é de esquizofrenia. O Loriel é portador de ideologia transversal.
- ??
Fiquei ali boa parte da manhã conversando com os dois anjos que pousaram na minha mesa. Como num lance de dados. Fiz uma foto da Silvia com a Bia Bedran, que ela reconheceu na mesa ao lado. Silvia Maria (do grupo Sapos & Afogados) me pareceu uma ativista da causa que a movia até Curitiba (a UFPR faz parte do projeto) e Loriel, curitibano, sabia muito sobre Paulo Leminski, o poeta do Pilarzinho. Tudo se encaixava... Agora eles se preparam para, no inicio de dezembro, receber o prêmio de fato no Rio de Janeiro.
Difícil de acreditar que ambos, tão afáveis e positivos, tivessem algum tipo de sofrimento mental. Enquanto tem sujeito por aí circulando... bem, vocês sabem...
- Bom dia, Silvia.
E virando-se pra mim, de mão estendida e levemente curvado:
- Bom dia, como vai?
E sentou-se ao meu lado direito... Fez alguma consideração sobre o fator climático nas ruas, mas logo silenciou. Tinha nas mãos uma pasta onde se lia UFPR. Foi quando me ocorreu dizer alguma coisa que pudesse me ajudar:
- Até parece que somos do mesmo grupo, não?
Ela explicou que não estavam em grupo. Ela era de Belo Horizonte e estava hospedada no hotel, mas o rapaz morava em Curitiba. Mais uma surpresa. E foi além:
- Nós somos vencedores do concurso nacional Loucos por Diversidade, promovido pelo Ministério da Saúde e pelo MinC.
-??
Diante do meu silêncio, ela continuou:
- Somos portadores de sofrimento mental.
- ??
Silvia Maria, este era o nome dela, explicou que ambos haviam vencido o concurso nacional em suas respectivas áreas: ela no teatro (como atriz) pela peça Caixa Preta e Loriel (este o nome do rapaz) na categoria Literatura com dois livros de poesia: A Arte da Urgência e O Sentido [In]sano. Depois de descobrir que a beleza da moça nascia da sua serenidade interna (!) tive que me conformar com a calma dela ao me advertir:
- Você pode ficar chocado, mas meu diagnóstico é de esquizofrenia. O Loriel é portador de ideologia transversal.
- ??
Fiquei ali boa parte da manhã conversando com os dois anjos que pousaram na minha mesa. Como num lance de dados. Fiz uma foto da Silvia com a Bia Bedran, que ela reconheceu na mesa ao lado. Silvia Maria (do grupo Sapos & Afogados) me pareceu uma ativista da causa que a movia até Curitiba (a UFPR faz parte do projeto) e Loriel, curitibano, sabia muito sobre Paulo Leminski, o poeta do Pilarzinho. Tudo se encaixava... Agora eles se preparam para, no inicio de dezembro, receber o prêmio de fato no Rio de Janeiro.
Difícil de acreditar que ambos, tão afáveis e positivos, tivessem algum tipo de sofrimento mental. Enquanto tem sujeito por aí circulando... bem, vocês sabem...
Toninho Vaz
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Um mimo
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Evento em Curitiba - como foi
Com Bia Bedran no Passeio Público de Curitiba, bate papo numa folga do trabalho. Foto de Angela Bussmann.
Com Silvio de Tarso (radialista), Bia Bedran e Tiago Recchia ao final da entrevista para um programa de rádio. Na platéia , mais de 500 bibliotecários (agentes de leitura). Foto de Daniel Faria.
Com o músico Carlos Careqa nas ruas de Curitiba. Careqa é o do meio. Foto de Angela Bussmann.Foram seis dias em Curitiba, três deles consumidos de forma intensa em palestras e oficinas para agentes de leitura (bibliotecários) da rede municipal de educação. A palestra no primeiro dia foi para mais de 1.200 pessoas e as oficinas, ao longo de tres tardes, para cerca de 30 alunas. No meio, uma entrevista coletiva para uma rádio local com direito a palco e platéia.
Foram dias iluminados – tanto pelo sol forte como pelas pessoas que encontrei pelo caminho: a professora Nanci Nóbrega (PUC-RJ), os músicos Carlos Careqa, Téo Ruiz e Bia Bedran, o agitador Fabio Dallas e a secretária (de Educação) Eleonora Fruet (a simpática filha do ex-prefeito Mauricio Fruet). Deixo de nominar um punhado de gente afável, incluindo minhas alunas, que demonstraram real interesse na vida e na obra de Paulo Leminski. Juntos, partimos em busca de um provável paideuma leminskiano – ou seja, de autores e obras que influenciaram a formação cultural e intelectual do poeta do Pilarzinho.
Menção honrosa para a equipe de produção da Prefeitura, que trabalhou com dedicação e leveza em terreno árido e logística complicada. Me refiro a Daniel Faria, Marilda Confortin, Margareth Fuchs e todas as meninas do Evento. No apagar da vela, conheci dois figuraças da cidade: o poeta Thadeu Wojciechowski e o cartunista Tiago Recchia (que substituía o também cartunista Solda, sendo ambos ilustradores de trabalhos de Leminski).
Mais informações na chamada abaixo.
Mais informações na chamada abaixo.
Toninho Vaz
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O Farol do Saber
Encontro com bibliotecários em Curitiba - de 18 a 20 de novembro
Com uma programação intensa, o 2º. Encontro de Bibliotecas de Curitiba vai homenagear o poeta Paulo Leminski, vinte anos após a sua morte. O evento reúne centenas de profissionais entre bibliotecários e pedagogos do setor educacional da prefeitura aos quais serão oferecidas palestras, oficinas, recitais e shows de música. Várias atrações vão passar pelo auditório da Villa Batel, de 18 a 20 de novembro: os professores Edmir Perroti (USP), Nanci Nóbrega (PUC-RJ), os músicos Carlos Careqa e Estrela Leminski, o poeta Thadeu Wojciechowski, o cartunista Tiago Recchia e o escritor Toninho Vaz, entre outros.
Na palestra de abertura, dia 18, Toninho Vaz, autor da biografia Paulo Leminski, o bandido que sabia latim (Record), fala para 1.500 convidados sobre a vida e a obra do poeta da Cruz do Pilarzinho. Na ocasião, exibe documentário exclusivo de 20 minutos com performances de Leminski que foi ao ar no Jornal de Vanguarda, TV Bandeirantes, 1988. Durante a semana, Vaz ministra oficina para os bibliotecários com o tema Em busca do paideuma leminskiano: de livros e autores.
Com uma programação intensa, o 2º. Encontro de Bibliotecas de Curitiba vai homenagear o poeta Paulo Leminski, vinte anos após a sua morte. O evento reúne centenas de profissionais entre bibliotecários e pedagogos do setor educacional da prefeitura aos quais serão oferecidas palestras, oficinas, recitais e shows de música. Várias atrações vão passar pelo auditório da Villa Batel, de 18 a 20 de novembro: os professores Edmir Perroti (USP), Nanci Nóbrega (PUC-RJ), os músicos Carlos Careqa e Estrela Leminski, o poeta Thadeu Wojciechowski, o cartunista Tiago Recchia e o escritor Toninho Vaz, entre outros.Na palestra de abertura, dia 18, Toninho Vaz, autor da biografia Paulo Leminski, o bandido que sabia latim (Record), fala para 1.500 convidados sobre a vida e a obra do poeta da Cruz do Pilarzinho. Na ocasião, exibe documentário exclusivo de 20 minutos com performances de Leminski que foi ao ar no Jornal de Vanguarda, TV Bandeirantes, 1988. Durante a semana, Vaz ministra oficina para os bibliotecários com o tema Em busca do paideuma leminskiano: de livros e autores.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Recife e Olinda - como foi
Entre Lula e Spencer, na Saraiva, falando de cinema brasileiro. Foto de Naná.
Com o documentarista Fernando Spencer no local da palestra sobre O REI DO CINEMA. Foto Pedro Pinheiro.Estou voltando de dez dias na terra de João Cabral onde desfrutei momentos solenes dedicados ao trabalho e ao ócio contemplativo, sempre à beira do oceano. A palestra na Saraiva do shopping Recife, dia 20, sobre Luiz Severiano Ribeiro, foi produtiva e simpática para uma platéia cabalisticamente de 20 pessoas, todas interessadas no tema. Apareceram estudantes de uma escola de ensino superior, com seus cadernos de anotações, e os experts Lula Cardoso Ayres (filho do velho Lula, autor do famoso mural do Cine São Luiz) e Fernando Spencer, o mais importante documentarista de Recife, uma lenda viva na cidade dos Guararapes. (O acervo do Spencer, guardado em casa, pede socorro para não morrer. Ele tem mais de 130 horas de imagens de Recife em Super 8, 16 e 35 mm).
A mídia cobriu com interesse o evento chamado pela livraria de Papos & Idéias, com destaque para as matérias do Diário de Pernambuco e Jornal do Comércio. A TV Globo colocou reportagem de 2 minutos no ar, no Bom Dia, Pernambuco, com direito a entrevista com o autor – realizada entre prateleiras de livros. A palestra, que apresentava um documentário de 30 minutos sobre o cinejornal Atualidades Atlântida, ficou em destaque também na revista Almanaque, editada pela Saraiva.
Ficamos hospedados (eu e Naná)na casa de Aloísio Magalhães (o designer, 1927-1982) em Olinda, um sitio histórico e devidamente catalogado como patrimônio da humanidade. No último dia da visita, fomos levados por Lula e Pedro Pinheiro (do Grupo Severiano Ribeiro) a visitar as obras no lendário Cine São Luiz, inaugurado com pompa e circunstância em 1952. A reinauguração, depois da reforma, está prevista para dezembro.
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